Degustando a Vida

Enfim, o inverno!

Degustando a Vida - julho de 2017

E a estação mais charmosa do ano chegou e o friozinho aqui é um convite a uma bebida mais elaborada, reunir amigos e bater papo, não?

Bom, procure tintos feitos de Cabernet Sauvignon, Shiraz australiana, a Garnacha da Espanha, a Malbec argentina e a Tannat do Brasil e do Uruguai. Eles costumam ser encorpados e robustos. Os ‘Brancos’ que passaram por estágio em madeira costuma dar certo com pratos clássicos de inverno, como fondue e as caldeiradas de frutos do mar. Para os fãs de espumante, a dica é buscar os que ficam em contato com as leveduras por mais tempo e trazem aromas de pão. Eles terão mais peso para acompanhar pratos igualmente substanciosos. Aproveite para explorar o mundo do Porto, do Moscatel de Setúbal, do Amarone e do Jerez.

O Vinho de inverno tem de enfrentar os pratos robustos e substanciosos que vão à mesa nessa época do ano. Mas sem ser ofuscado por eles. Procure aproveitar o frio para abrir garrafas com tempo de guarda. No frio, vinhos antigos correm menos risco de sofrer choques de temperatura, o que seria prejudicial. Eles vão poder mostrar suas qualidades sem você ficar refém de um ar condicionado. Agora, não é porque está frio que vai ser melhor você tomar o vinho em temperatura ambiente – ela prejudica a apreciação das qualidades da bebida. Lugar de vinho é na adega, sempre (antes de ir para a sua taça, é claro, e dela para a boca). A regra é clara: brancos devem ser guardados em temperatura de 8°C a 12°C e tintos, de 15°C a 18°C. Mas no inverno o ideal é servir os vinhos em temperatura 1°C ou 2°C acima da habitual.

As cepas cultivadas em regiões quentes costumam ser mais alcoólicas e isso pode ajudar na escolha do vinho para a temporada.

Mantenha os vinhos refrescantes e cítricos na adega – até a primavera chegar! E para caprichar no serviço, você vai precisar de dois tipos de taça. Sirva encorpados e potentes na Bordeaux e deixe os complexos e aromáticos para as taças Borgonha.

E se quiser receber uma visita e está doido para usar aquele Decanter que você tem enfeitando sua estante há meses lembre-se de uma regrinha:

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‘Vinhos jovens e encorpados, com mais de 5 anos, podem ser servidos no decanter. No primeiro caso, são bebidas que não amadureceram muito e a decantação ajuda a desprender e liberar os aromas primários da fruta. No caso dos outros, o vinho em contato com o ar libera os aromas “presos” e fica mais rico na degustação. Já os vinhos mais velhos, com mais de 10 anos, devem ser servidos na própria garrafa, para não correr o risco de perder as principais características de aroma e sabor quando em contato com o ar’, curtiu?

E o queijinho?

No caso dos queijos, podemos dizer que um gorgonzola é delicioso com um Porto, um brie derretido no forno com geleia de damasco é perfeito tanto com vinho branco como com um tinto de corpo médio, como um Carménère Reserva. O queijo tipo gouda vai bem com vinhos leves, espumantes e brancos. O de cabra temperado combina com vinhos tintos do Alentejo ou espanhóis médios e sempre com brancos e espumantes.

Que combinações não devem ser feitas?

Peixe grelhado com um vinho tinto encorpado é um pecado ou vinho leve e jovem com cordeiro também não faz sentido. Mas em outros casos, as regras não são tão rígidas. Por exemplo, tecnicamente fondue harmoniza com vinho branco, mas também é uma delícia com um bom tinto.

Posso servir café após um jantar regado a vinho?

Depois da sobremesa e de um Porto não tem problema algum. O café é uma bebida gourmet e com tantos tipos de grãos é um bela opção para fechar a noite, além de ajudar na digestão.

No Empório Santa Therezinha, na Avenida das Américas 13.280, telefone:2498-8799 e agora a Adega de Vinhos , vindo da Cadeg no espaço Le Gusta atrás do Prezunic, (primeira à direita) sempre haverá boas escolhas e bons rótulos, além de preços justos. E agora, do lado do Growlers2 Go! perto do shopping Champanhat abriu mais uma opção no Recreio.Vamos produzir? Escrevam: jornaldorecreio@gmail.com

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