Qualidade de Vida

Anfetaminas

Qualidade de Vida - setembro de 2017

As anfetaminas são drogas estimulantes do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “ligadas”. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.
A metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos. A metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “Êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude principalmente em festas com longas horas de duração.
As anfetaminas são drogas sintéticas fabricadas em laboratório. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia.
Efeitos no cérebro
As anfetaminas agem afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia, perde o apetite, sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bolinha” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.
A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias voltam com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia ficando bastante deprimidas, o que também é prejudicial, pois não conseguem nem realizar as tarefas que normalmente faziam antes do uso dessas drogas.


Efeitos no resto do corpo

As anfetaminas agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação. Este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração e um aumento da pressão sanguínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas.

 

Efeitos tóxicos
Se uma pessoa exagera na dose todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranoia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos) e taquicardia.
Essas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões.

Aspectos Gerais
Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta começa a perceber com o tempo que a droga faz a cada dia menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa ir tomando a cada dia doses maiores. Há até casos que de 1-2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40-60 comprimidos diariamente. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar a droga.
Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e para de tomar, apresentaria sinais desta interrupção da droga, ou seja, se teria um Síndrome de abstinência. Ao que se sabe algumas pessoas podem ficar nestas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, isto não é uma regra geral, isto é, não aconteceria com todas as pessoas. Aqui, mostro todos os efeitos colaterais e complicações do uso sem denegrir sua imagem já que tem resultados excelentes quando bem indicado é acompanhado por profissional .médico principalmente o endocrinologista e outras especialidades afins desta indicação ( distúrbios alimentares e de atenção ).

Infelizmente muitos “colegas” médicos com o intuito de entregar resultados rápidos e “satisfatórios “ aos pacientes utilizam destas drogas sem avaliar adequadamente o caso e sem ter conhecimento adequado para reconhecer as complicações e seu tratamento.

Não sou contra o uso; sou contra a prescrição irresponsável!!! PREVENIR BEM QUE MAL TEM???

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