A solução para o Rio de Janeiro está em suas mãos

Matérias - Novos Rumos - novembro de 2017
Para resolver o problema do Estado do Rio basta você observar se o seu candidato a governador em 2018 terá foco em três elementos básicos de organização, que dependem fortemente entre si, e avaliar a sua real capacidade em elevar o Rio de Janeiro a um novo patamar de confiança e motivação geral:
1. Governança = o governante precisa tratar com transparência, ética e zelo o dinheiro do contribuinte, porque é a única forma de atrair credibilidade e confiança;
2. Ambiente de Negócios = o governante precisa conhecer os desafios e as oportunidades das regiões do Estado e os obstáculos e problemas enfrentados pelos empreendedores em geral (por exemplo, reduzir impostos) para tornar o Rio de Janeiro um local atraente a investidores nacionais e estrangeiros. É fundamental criar um ambiente estimulante ao investimento privado, pois essa a única forma de gerar desenvolvimento e emprego;
3. Segurança pública = o governante precisa ser intransigente com a bandidagem. Deve promover pressão ostensiva e incansável contra o crime e a violência no Estado, ainda que para isso tenha que colocar o Exército diária ou estrategicamente nas ruas junto com as polícias e as guardas municipais, num grande plano para levar tranquilidade a todos. Sem a percepção de que vivemos em um lugar seguro, que podemos dormir em paz e andar tranquilamente nas ruas, os investidores e nem mesmo cidadãos irão querer se estabelecer aqui.
Os problemas do Estado do Rio e de muitos outros estados brasileiros são um desafio essencialmente econômico, ou seja, falta de dinheiro. Sua origem vem do péssimo desempenho dos governantes e legisladores que tivemos e ainda temos. Falta absoluta de governança.
Hoje todos sabemos pelo noticiário que muitas decisões foram e continuam sendo tomadas com o principal objetivo de desviar recursos do povo para bandidos que trabalham nos três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Medidas populistas também foram e são tomadas visando causar no eleitorado uma boa impressão, mas, se analisarmos do ponto de vista do equilíbrio financeiro, foram e continuam sendo ações desnecessárias, supérfluas. São governantes perdulários, gastadores, ineficientes, que precisam ser monitorados e substituídos.
Com as finanças desequilibradas veio o descrédito do governo, a desesperança e a violência. Como resultado, o desânimo geral, a quebra de empresas, a fuga de investidores e a vontade de partir, mesmo quem admira e gosta daqui. Um problema como consequência do outro e vice-versa. Um verdadeiro ciclo vicioso.
Parece-me claro, portanto, que existe apenas uma solução: a chegada de novos governantes cujos valores pessoais, capacidade de gestão e credibilidade possam apresentar uma expectativa real de melhoria dos indicadores que medem a governança, os níveis de investimento privado e a segurança pública. Que sejam claramente capazes de perceber que cada tópico é totalmente dependente dos outros dois. E que saiba, portanto, trabalhar firme nos três ao mesmo tempo sem deixar de dar atenção aos demais desafios do Estado.
Ao promover um ambiente ético e seguro vinculado a uma mentalidade focada na empregabilidade e no desenvolvimento, um governante mais preparado criará reais condições para desenvolver o Estado e equilibrar as finanças públicas, ainda que demore um pouco. Com essa perspectiva sistemática em nossas mentes conquistaremos chances reais de melhorar os níveis de investimentos na qualidade da saúde da população e numa melhor condição de educação aos nossos jovens. Jovens esses que precisam ser urgentemente integrados à sociedade como força de trabalho.
Temos responsabilidades quanto às atuais e futuras gerações do lugar onde vivemos.
É urgente. Escolha com muito cuidado em 2018.

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