Os rachas continuam matando

Matérias - janeiro de 2018

Os números não mentem. O trânsito no país é o que mais mata. E por aqui na região não é diferente. Das 10 vias mais perigosas no Município do Rio, cinco se encontram aqui. Avenida das Américas, Lúcio Costa, Estrada dos Bandeirantes , Ayrton Senna e para surpresa de todos, até a bucólica  Benvindo de Novaes com alto número de atropelamentos figuram na lista. O acidente entre dois veículos na Linha Amarela envolvendo dois motoristas que seguiam fazendo racha revelou algo que já havia sido deixado de lado, a falta do cinto de segurança.  O carro do policial militar que participou do pega na madrugada da quarta-feira (20/12) tinha um equipamento especial de proteção, uma espécie de gaiola de ferro, comum em carros de corrida, mas ele infelizmente estava sem cinto. E olha que a ‘gaiola’ segundo especialistas é um acessório instalado para proteger a vida do piloto em casos de capotagem e colisão. Mesmo assim, isso não foi o suficiente para impedir a morte do PM Anderson Almeida Beladona. Casado e pai de duas filhas, estava sem o cinto quando perdeu o controle do Gol que dirigia e bateu em outro veículo. Além dele, outras duas pessoas morreram.Os números não mentem. O trânsito no país é o que mais mata. E por aqui na região não é diferente.

Das 10 vias mais perigosas no Município do Rio, cinco se encontram aqui. Avenida das Américas, Lúcio Costa, Estrada dos Bandeirantes , Ayrton Senna e para surpresa de todos, até a bucólica  Benvindo de Novaes com alto número de atropelamentos figuram na lista. O acidente entre dois veículos na Linha Amarela envolvendo dois motoristas que seguiam fazendo racha revelou algo que já havia sido deixado de lado, a falta do cinto de segurança.  O carro do policial militar que participou do pega na madrugada da quarta-feira (20/12) tinha um equipamento especial de proteção, uma espécie de gaiola de ferro, comum em carros de corrida, mas ele infelizmente estava sem cinto. E olha que a ‘gaiola’ segundo especialistas é um acessório instalado para proteger a vida do piloto em casos de capotagem e colisão. Mesmo assim, isso não foi o suficiente para impedir a morte do PM Anderson Almeida Beladona. Casado e pai de duas filhas, estava sem o cinto quando perdeu o controle do Gol que dirigia e bateu em outro veículo. Além dele, outras duas pessoas morreram. O médico ortopedista especializado em traumo e que trabalha no Lourenço Jorge, referência na matéria, afirma que o cenário já foi bem pior: __”A duplicação das Américas, a implantação de pardais diminuíram muito esses acidentes fatais provenientes de pancadas frontais e a projeção do peito junto ao volante. Esse trauma toráxico geralmente causa muitos danos ao paciente, e muitos, vem a óbito. Vejo muito aqui pacientes de acidentes de moto. Isso tem aumentado e muito, principalmente nos fins de semana quando a mistura com álcool é inserida nesse contexto’, releva o especialista Wilde Mundy Junior. ‘A falta do cinto projeta o corpo ao painel levando graves danos aos joelhos e quadril’, completa o ortopedista . Além disso, Wilde explica que o TCE (Traumatismo Crânio Cefálico) leva muitas vezes a danos irreversíveis pelo fato da forte pancada da cabeça nos vidros e em muitos casos o corpo é projetado para fora do veículo. Esse caso da Linha Amarela e um outro envolvendo o senador Romário no mês passado  revela que a epidemia de acidentes continua . Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) o país é o quarto colocado em número de mortes nas Américas atrás apenas de Venezuela, Belize e República Dominicana. É claro que São Paulo e algumas capitais do Nordeste encabeçam essa lista  aqui no Brasil, mas os números continuam alarmantes. De 2009 a 2016, o  total de óbitos saltou de 19.6 para 23,4 para cada 100 mil habitantes. Por aqui na região, não é raro avistarmos um carro nos canteiros centrais das  Américas ou uma moto caída na via a espera de socorro. Muitas das vezes  passamos pelo local e não sabemos a gravidade do acidentes e se  houve vítimas .  De janeiro a julho de 2017  mostram que houve 1.243 vítimas fatais. São seis mortes por dia no Estado. Temos que estar atentos e reduzir sempre este triste índice”, afirmou Vinicius Farah, presidente do Detran-RJ. Os números parciais até um dia depois do Natal revelou que das 1634 multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal 81 estavam sem cinto.

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