Uma lesão mais comum do que se imagina

Matérias - março de 2018

A lesão que o craque da seleção brasileira Neymar Jr sofreu no jogo pelo campeonato francês está muito mais próximo do nosso cotidiano do que você imagina.
A fratura da base do quinto metatarso pode acontecer com qualquer um de nós e muito comum em situações do dia a dia, como explica o Ortopedista Wilde Mundy Jr, que atende no shopping Downtown, além de ser membro do departamento de Ortopedia do Hospital Lourenço Jorge:
_Recebo aqui no consultório mulheres que exageram na bebida na noitada e como estavam de scarpin ou sandália alta, tipo plataforma, sofre facilmente o entorse do tornozelo. Como o tendão sofre essa forte carga, o osso da planta do pé sofre esse impacto gerando a fratura ou fissura do quinto. É pura biomecânica. É lesão do ligamento, lesão na junção do osso e no osso por adução”, explica o especialista.
No caso de Neymar, por ser um atleta caro, de alta performance, uma intervenção cirúrgica é mais apropriada e acelera a recuperação já que o osso cola mais rápido numa linguagem para fácil entendimento, mas na maioria dos casos a botinha robótica que substitui o antigo gesso é a ação mais comum nesses casos.


Para nós, meros mortais, a pelada do fim de semana, o treino esportivo nas arte marciais e o passeio de skate são os mais frequentes casos nos consultórios de ortopedia.
A fratura também pode ocorrer devido a um aterrissagem de mau jeito após um salto (especialmente em superfícies irregulares) ou devido a uma queda ou depois de uma pancada direta sobre o pé externamente.
As fraturas do quinto metatarso ocorrem frequentemente quando se corre ou se salta, especialmente em esportes que envolvem mudanças de direção, tais como futebol, rugby, basquete e dança. Aliás, as bailarinas que costumam a usar as pontas dos pés são campeãs de lesionamento do ‘quinto’.
A cirurgia no departamento de ortopedia pode aumentar a velocidade de formação de calo ósseo e diminuir o tempo de cura.


Foram observados quatro padrões distintos de fratura.
Tipo I: ocorre na união da parte extra-articular e intra-articular da tuberosidade do quinto metatarso;
Tipo II: Ao nível da articulação proximal (a parte mais próxima ao tornozelo) do quinto metatarso;
Tipo III: ocorre na articulação distal (a parte mais distante do tornozelo) do quinto metatarso;
Tipo IV: Na diáfise (parte central).

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