Discussão fora do tom

Matérias - março de 2018

A matéria publicada no caderno de cultura de O Globo, mês passado, pelo repórter Luccas Oliveira baseada num artigo do ‘Nashiville Post’, do interior dos Estados Unidos causou uma discussão nos bares e no mercado da música no mundo todo e por aqui não seria diferente.
O texto chamava atenção para a dívida de curto prazo da gigante GIBSON (das guitarras)instrumento símbolo de astros do rock, como Jimmy Page (Led Zeppelin), George Harisson The Beatles), Slash(Guns’n Roses), Richie Sambora (Bon Jovi), Eddie Van Halen e muitos outros.
Na matéria menciona tentativa de quitar uma dívida de curto prazo no valor de US$ 375 milhões, sob risco de falência da fabricante de guitarras.
Fomos procurar aqui na região pessoas ligadas diretamente à marca lendária para dar a opinião sobre assunto já que na matéria se mencionava a queda atrelada ao atual cenário musical nacional e até mundial. O músico Jonas Miller que se apresenta nos principais bares do Rio, com destaque para o Candice Vogue Square e Brooks PUB, a opinião difere por completo do repórter:


__ Amigão, eu vivo exclusivamente de música há 20 anos, tocando exclusivamente rock/pop rock. Nunca precisei me render ao samba, pagode, sertanejo, funk…
Posso te garantir que o público de rock aumentou bastante nos últimos 3 anos haja vista a quantidade de pubs e bares novos voltados pra esse estilo.
O Brooks Pub tem 2 anos e já abriu uma filial no Méier há alguns meses; o Jack Daniels Rock Bar, na Lagoa entrou em recesso por causa do Carnaval, mas vai reabrir em breve, e o Rota 65, em Olaria é sucesso há um ano, além do Hospício do Chopp, em Bangu.
As pessoas estão cansadas da imposição do sertanejo, do funk, e etc.
Toda vez que tocamos em Campo Grande, por exemplo, grupos de pessoas nos abordam dizem coisa do tipo ‘Vocês precisam tocar mais por aqui… Nós não aguentamos mais funk e sertanejo…’
Antigamente via-se sempre uma garotada passando pra lá e pra cá com um violão, indo pra aula. Hoje, aprendem em casa, pela internet.

Engraçado, quando a venda de imóveis despenca no país, ninguém diz que a era das casas e apartamentos vai acabar e vamos todos voltar a morar em cavernas.
Lembra daquela música ‘Não deixe o samba morrer…” Já enterram o samba umas cem vezes, e ele continua ai”, frisa com humor.
Com relação às venda o empresário do setor Beto Laureano, da Barra Music Instrumentos, na Avenida das Américas 4790 engrossa o couro:
__Cara, o grupo Gibson se tornou gigante, faturando quase 1 bilhão de dólares por ano. Um grupo desse porte passa por dificuldades mesmo. As vendas podem até ter diminuído mas vende muito ainda. Só no meu site www.barramusic.com.br vendi até o carnaval 8 guitarras Gibson. As pessoas adoram falar mal da Gibson. Estive na fábrica de Memphis e ocupa um quarteirão inteiro produzindo 80 guitarras semiacústicas e 600 elétricas/dia. Eles estão é se adequando. Para se ter uma ideia ela comprou uma divisão da Philips em 2014, é dona da Onkyo de Home , enfim, gigante. Na boa, ele conseguiu pelo menos uma discussão boa sobre o assunto”, completa

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