Quinze dias depois da tempestade….

Matérias - março de 2018

Mês passado quando a Quarta-feira de cinzas anunciou oficialmente o término do Carnaval trouxe com ela um temporal digno de fazer parte do enredo da letra do maestro Tom Jobim na música ‘Águas de Março”, que foi composta em 1972 , mas continua mais atual do que nunca. Dez dias se passaram e outro aguaceiro veio novamente com menos intensidade. Porém deixou evidente uma situação já verificada pelas Associações de Moradores, a falta de cuidado com o bairro no quesito podas das árvores. Resultado, um mês se passou e o que restou da tragédia continua caído nas por aí, em canteiros e calçadas da região. Na maioria dos casos, já estavam amareladas com o tempo já que a folhagem esteve exposta ao sol e a chuva. O problema, além da sujeira são os troncos que permanecem caídos e literalmente jogados às margens das vias e canteiros.
Percorremos várias ruas e avenidas da região e o cenário é o mesmo. Na Avenida das Américas inúmeros galhos e restos de árvores permanecem caídos.
Em nota, a assessoria de imprensa do órgão explica que a demanda é muito grande devido ao impacto da tempestade em todo o estado:
_A Comlurb trabalhou intensamente nesta última semana(FEV) para mitigar os danos causados pelas chuvas que castigaram o município. Foram cortadas e removidas 1.366 árvores, havendo ainda 566 árvores com os serviços em andamento (cortadas integralmente e/ou parcialmente e armazenadas em local sem interferência no trânsito). Foram mobilizados quase 2.500 garis/dia e 120 veículos e equipamentos, tais como caminhões compactadores, basculantes, pipas e pás mecânicas, além de 88 motosserras. Já foram realizadas a limpeza e a raspagem de 6.500 km de sarjetas e removidos 5.280 toneladas de lixo, lama e bens inservíveis. Iniciamos no sábado, dia 17, o trabalho com as equipes da Light se apresentando em cada uma das cinco gerências da Comlurb responsáveis pela poda. Equipes das duas empresas saem juntas e toda vez que houver conflito com a rede elétrica, a Light corta a energia para que os garis possam fazer o serviço de corte e remoção de galhos e árvores. Em seguida os técnicos restabelecem a energia”, finaliza.


Percebemos que em alguns casos a equipe até esteve no local, já que sacos de lixo com a logomarca da empresa estiveram ao lado dos escombros e por ali estão até hoje em muitos casos. Falta uma próxima chuva e entupir os bueiros que ainda não são eletrônicos, novidade do Prefeito Crivella ainda não implantado. No site do jornal tem mais fotos ilustrativas como a situação da rua Lúcia de Castro Silva que rodeia a Praça Drauty Ernanni, ou praça 7 esteve. Ali, os moradores não cansam de pedir a remoção do resto das folhas e galhos que até o fechamento dessa matéria estava lá. Carlos Mendes da Costa, morador antigo revela que já foi a pé no posto de apoio do órgão 500 metros do local, sem sucesso. Talvez no momento em que você esteja lendo essa matéria o serviço já tenha sido realizado, mas na maioria das ruas que percorremos a situação vai demorar um pouco mais, já que há uma necessidade maior de intervenção com maquinário específicas. Prevenir sai mais barato do que intervir em casos extremos. Havendo a poda regularmente evitará problemas na rede de energia.

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