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Auto News - Matérias - maio de 2018

Em tempos de crise qualquer tostão no bolso é relevante. Os amantes das SUVs ganharam uma bela surpresa esse mês com o lançamento do Tiggo 2 na parceria Caoa/ Cherry já gerando bons frutos. Para quem torcia o nariz para os carros chineses já pode rever seus conceitos. Apesar da fórmula ser a mesma de qualquer outra marca chinesa que está estabelecendo terreno no Brasil aos poucoso carro é bem equipado, e o que é melhor, mais em conta que as versões de entrada dos principais concorrentes. Talvez os adeptos dos HONDA HR-V ou Jeep Renegade possam continuam fazendo caretas mas os que andam de Duster vão olhar com bons olhos. A versão ACT (R$ 66.490) adiciona piloto automático, ESP, assistente de partida em rampas, câmera de ré, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay e teto solar.
O motor 1.5 flex 16V com 115 / 110 cv e 14,9 / 13,8 mkgf é o mesmo do Celer, mas com comandos de válvulas variáveis. O problema está no câmbio: por enquanto, só manual de cinco marchas – mas a marca diz que um automático chega ainda em 2018.
Pelo padrão Inmetro, o consumo com gasolina divulgado é de 12,34 km/l na estrada e 10,94 km/l na cidade. Por dentro, o acabamento ainda peca, com materiais de aspectos frágeis, imitação de fibra de carbono e um painel de instrumentos que remete ao antigo Chevrolet Agile.
O pacote de equipamentos vem recheado. A versão básica Look (R$ 59.990) tem freios a disco nas quatro rodas, monitor de pressão dos pneus, ajuste elétrico dos faróis, banco traseiro bipartido com três encostos de cabeça, cintos de três pontos para todos, Isofix, sensor de ré e luz de neblina traseira.


A geração anterior sofria de uma crise de identidade. Dessa vez, a Chery optou por um design robusto, elegante e cheio de atenção aos detalhes. Os faróis escurecidos levam o nome do modelo em acabamento cromado. A traseira não nega suas inspirações no Celer. Uma linha cromada une os faróis sob uma integração bem interessante com a luz de ré. Você pode até considerar que beleza é algo relativo, mas é inegável que o Tiggo 2 surge com todas as características estéticas que o brasileiro gosta.
A Chery também colocou central multimídia com conectividade Apple CarPlay e Android Auto. Mas ela bem que poderia ser menos reflexiva, pois isso acaba atrapalhando um pouco sua visualização durante o dia. O cluster texturizado lembra o do Chevrolet e Agile. Não demora muito para acostumar. Dividindo os mostradores, o computador de bordo convencional exibe pressão dos pneus, autonomia e outros dados sobre a viatura. Este poderia ser customizável.
O Tiggo tem motor 1.5 como faleia cima, de 115 cavalos, quando abastecido com etanol. O torque máximo é de 14,9 kgfm a 2.700 rotações. Não é muito, entretanto, o novo SUV mostra nível de ruído acima do ideal ao subir o giro do motor, com o motor gritando logo aos 120 km/h. MAs para quem não dirige pé em baixo não sentirá muito. Parece que falta uma sexta marcha, algo que é oferecido de série em modelos bem mais em conta hoje em dia, como o Chevrolet Onix. Além disso, a marcha extra combina com o torque máximo em rotação relativamente baixa. A caixa automática está prevista para esse ano ainda. A Chery tem expectativa de vender entre 8 e 9 mil unidades do Tiggo por ano, correspondendo a mais de 50% de seus números totais. Sob a tutela da CAOA, a marca pretende mais que dobrar os postos de vendas, partindo dos 25 atuais para 55 até o fim do ano. “Queremos manter o nosso padrão de atendimento das outras lojas do Grupo CAOA para oferecer a melhor experiência pós-venda aos nossos clientes”, diz Márcio Alfonso, presidente da Chery.

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