Jacaré andando pela GILKA

Matérias - outubro de 2018

Um jacaré de papo amarelo andando pelo canteiro da Gilka Machado após uma noite de chuva intensa num fim de semana de outubro movimentou as redes sociais e foi motivo de destaque dos principais telejornais do Rio com direito a desdobramentos. Para quem mora aqui na região isso é até fato corriqueiro e considerado normal apesar de quem for da região se choca ao ver inúmeros animais tomando sol em bolsões de areia ou aglomerados no Canal das Taxas, tanto que na matéria veiculada no ‘Bom Dia Brasil’ com André Trigueiro, o repórter entrevistou um casal turista de Mato Grosso que dizia estar espantado com o fato. E olha que eles estão acostumados com o Pantanal! Só que para vê-los, eles precisam ir lá no habitat natural dos animais.
Aqui, eles vivem entre nós.

Foto:Divulgação facebook/Jornal EXTRA


Os moradores até então nunca se abalaram com a presença dos nossos pequenos representeantes da classe jurássica, já que até então haviam sido encontrados em piscinas, perdidos em quintais ou correndo de moradores mal intencionados querendo serví-los como carne exótica no jantar.
Dessa vez, um enorme exemplar medindo quase 3 metros da cabeça a ponta da cauda assustou a todos.
Ricardo Freitas, doutor no assunto, biólogo do Instituto Jacaré que já foi motivo de capa da nossa edição lembra que nada está fora do normal:
__ Olha, não canso de repetir. Quem está errado nesse´processo, somos nós. Isso aqui se chama Jacarepaguá, que em Tupi quer dizer lagoa dos… jacarés. Eles já estavam o aqui, nós é que invadimos a casa deles. Eles não atacam ninguém ao menos que se sintam ameaçados. Com relação a aglomeração ali perto da Gilka Machado é pelo simples fato da população alimentá-los. Os moradores, erroneamente, estão condicionando o animal a não procurar mais o alimento dele, caçar, comer seus peixes na lagoa e ficam ali na ponte na espreita de um alimento qualquer. E saiba lá o que jogam. Já vi até biscoito.
Esse animal em questão, podem reparar na foto, ele tem um corte, uma secção caudal feito pela minha equipe, portanto ele está monitorado.
As autoridades não se atentam ao problema que só tende a crescer. A maioria deles é macho e uma hora isso vai acabar para tristeza da espécie.


Temos uma boa rede hoteleira aqui e poderíamos explorar o turismo transformando isso num parque assim como tem na Flórida nos Estados Unidos” lembou o biólogo na época”, finaliza Ricardo

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